Nos dias de hoje fala-se muito de pessoas que comem de forma emocional ou de “comedores emocionais”.

Existe uma grande preocupação em torno deste tema, até porque alimentar-se de forma emocional é uma das maiores causas de obesidade do mundo.

Ninguém está acima do peso por acaso. Há sempre um motivo por detrás de um excesso que pode comprometer a saúde e a autoestima, causando interferência na rotina diária de diversas maneiras.

As causas são diversas e dentre elas podemos incluir os factores emocionais como os de maior impacto no aumento de peso e na obesidade. Somos seres emocionais e pode-se dizer que as emoções guiam as nossas vidas, fazendo com que tomemos ou não uma determinada atitude, como por exemplo, adotar hábitos não saudáveis que podem comprometer a saúde e o aumento de peso.

Segundo a fundação portuguesa de cardiologia em Portugal, quase metade da população apresenta excesso de peso e perto de um milhão de adultos sofre de obesidade.

As pessoas comem de forma emocional porque se sentem tristes ou frustradas, porque estão chateadas, porque se sentem sós, porque têm baixa auto estima, porque sofrem de ansiedade, porque querem acompanhar o marido ou a mulher na refeição e nos eventos, porque adoram comer, porque estão desocupadas, porque estão tristes, porque sentem pressão, porque se sentem culpados, porque deixaram de fumar. Comem por um número imenso de razões emocionais, mas nenhuma delas relacionada com a fome fisiológica.

Quando a fome é emocional o corpo nunca estará satisfeito, independentemente da quantidade de alimento que ingerir. Assim, há pessoas que por muito que comam, nunca se vão sentir saciadas.

Quando alguém se diz comer de forma emocional, na realidade está a dizer “eu como sem querer comer”. Este comportamento é impulsionado por sentimentos “escondidos” e indesejados, “sentimentos de que eu não gosto”.

Deste modo, comer de forma emocional não é mais do que uma forma exterior de mudar aquilo que estou a sentir. E é uma prática que, rapidamente, se torna recorrente e automática diariamente.

Se repararmos, a alimentação, o álcool, as drogas, o sexo, o jogo, a televisão, as compras também são uma forma de mudar aquilo que estamos a sentir. A razão por que algumas destas práticas são consideradas problemáticas e outras não, tem a ver com o facto de que algumas delas se tornam uma prioridade na vida do indivíduo. No caso da comida especificamente, quando em excesso, tem consequências negativas e disfuncionais tanto para a saúde física como para a saúde mental do indivíduo.

Mas agora vamos pensar em conjunto, qual é o oposto de comer emocional? Comer de forma não emocional? E como é que se faz? Sento-me e como tal e qual uma máquina? Como com frieza, com desinteresse, desapego?

Segundo Jennifer Taitz, psicóloga e investigadora nesta área, somos todos “comedores” emocionais, mas uns mais que outros.

Vivemos numa sociedade em que a comida está intrinsecamente associada aos eventos e comemorações mais importantes da nossa vida, como aniversários, épocas especiais.

Quando comemos em família, com os amigos, a socializar com os colegas de trabalho, comemos de forma emocional. Envolve emoções. É quase impossível comer sem as emoções estarem presentes.

Dra. Isabel Rebelo
Psicóloga | Hipnoterapeuta

Coach de emagrecimento e estilo de vida saudável